Haverá algo mais parvo do que colocar taxa em aparelhos que tenham memória para combater a pirataria? É certo que ainda não tivemos um governo que se aproveitasse desde que há democracia e de que cada vez que vão à casa de banho saem-se com coisas brilhantes em prol dos cidadãos como liberalizar o preço dos combustíveis – que ia fazer com que os preços baixassem, mas que os iluminados não previram que ia fazer com que subissem TODOS (ainda bem que temos os cartazes informativos na auto-estrada para nos mostrar que do Algarve a Guimarães tem tudo o mesmo preço, era uma informação que precisamos mesmo de ter). Também é certo que este governo atinge novos máximos de estupidez humana, mas esta nova taxa promete bater recordes.
Este imposto vai ter consequências ironicamente engraçadas:
1º - Vai subir a importação de tablets, telemóveis e discos e afins em catadupa – É bem mais barato mandar vir de Espanha do que comprar cá dentro. E depois o governo queixa-se das divisas a saírem do país e da fuga aos impostos – já agora fuga do país.
2ª – Penaliza quem compra os ditos artigos e não faz uso da pirataria, assim como penaliza duplamente quem realmente faz um esforço para comprar os seus álbuns, vai aos seus concertos, vai ao seu teatro e cinema porque é assim que se apoiam os artistas certo? Ao contrário desta taxa cujo destino não será certamente o artista lesado.
3ª – Mas o melhor mesmo é que legitima o download ilegal. Meus amigos, quem estiver com problemas morais por andar no sacanço, há fácil solução, basta ir comprar uma pen e depois fica com legitimidade para sacar o quer que seja, afinal já pagou a taxa.
No entanto, todos sabemos como funciona o português e o governo, apesar da sua estupidez natural, sabe que o português. Pode estrebuchar muito mas depois acaba por amochar e calar. A taxa vai-se tornar tão normal que ninguém se vai queixar e vai ser mais uma carga, estúpida, em cima do contribuinte.
Tenho uma ideia… porque não fazer uma taxa para cobrar a estupidez? Começávamos na assembleia da república e acabávamos em São Bento. Antes de chegarmos a meio, tínhamos o problema do défice resolvido.
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