sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Justiça

A senhora Maria de Graça, de 45 anos decide, depois de ter sido aconselhada a tal pelo seu médico, secar as varizes nas pernas numa clínica, na Póvoa de Varzim. A coisa não correu bem e a pobre senhora acabou por ter de recorrer ao Hospital de São João no Porto devido a queimaduras de 3º grau.
A senhora decide apresentar duas queixas - uma na Ordem dos Enfermeiros e outra na Entidade Reguladora de Saúde - e fazer uma reclamação por escrito à clínica onde fez o "tratamento". Um ano depois do tratamento apenas recebeu resposta da clínica, onde negava toda e qualquer responsabilidade (claro). Entretanto, a senhora já gastou mais de dois mil euros (e porque tem acesso a ADSE) só em tratamentos para cicatrizar o lindo serviço feito pelos talhantes, que afirmaram que pagavam os tratamentos se ela assinasse uma declaração onde ilibava a clínica de toda a responsabilidade. Que obviamente não assinou.
Um ano sem qualquer tipo de resposta, sem contar com a da clínica. Ou seja... um gajo depois de ser assaltado, escreve três cartas, uma à polícia Judiciária, outra à GNR e uma terceira ao ladrão, como descargo de consciência, a condenar veemente o que fez. No final, apenas o ladrão responde.

Lindo.

Principalmente, por NÃO ser ficção.