... Ou a grandissima falta de educação.
A sério que não há dia que passe e eu veja os jovens de amanhã e não pense que são todos uma cambada de coitadinhos, que mal sabem ler e escrever, porque simplesmente estão "a cagar-se" para o resto do mundo.
Atenção, eu já fui adolescente. Já participei em rixas, já fui mandada para a rua, já tive em faltas colectivas e até já chamei um nome (menos próprio mas não tão mau como os que se ouvem hoje em dia) a um prof (vulgo encurtamento da palavra professor) e que só não me levou a um dia de suspensão porque eu consegui convencê-lo que não era a ele a quem eu me dirigia. Claro que naquela altura, que se lixasse o mundo, principalmente os adultos, gajos chatos, parvalhões, que só sabiam interferir nas coisas que eu gostava, e só me sabiam dizer que tudo passava. Vivia tudo como se nunca mais fosse viver mais nada... mas... e aqui reside a diferença... ERA EDUCADA.
Não ia para a sala de aula de telemovel (sim, criaturas incultas, o telemovel não existiu desde sempre e eu sou do tempo em que ele apareceu em Portugal!), e não fazia escandalos tipo peixeira, a gritar com uma professora quando ela me tirava o papel que eu estava a escrever para outra colega minha. Não parecia uma menina da primaria em total desarranjo, com crises hormonais, aos berrinhos "dá-me o telemovel, já". Eu dava-te o telemovel minha menina... mas juro-te que a seguir se calhar não conseguias fazer chamadinhas com ele...
E tu, oh puto ridiculo, a filmares a cena... pode ser que um dia venha um rufia e te leve o telemovel, e até te deixe uma marquinha, de presente! E porquê? Porque não mexeste um cú para mudar a situação.
A minha geração veio a seguir à geração rasca. Já "tinhamos tudo" e eramos mimados, diziam. Mas, porra, se faziamos cenas destas... Ou deixavamos merdas destas acontecer!
Os pais é que devem ser de uma geração rasca. Tão rasca que o menino não tira boas notas na escola, leva-se a psicologo, ou mete-se num explicador. Na minha altura, ter explicador tinham quem era burro. Agora quem não tem explicador, deve é ser gozado. Um belo de um castigo e cortar nas saidas à noite (valha-me que ainda me dizem que as noites são inseguras e deixam os putos sair para as discotecas, a apanharem bezanas que não lembram ao macaco mais velho! Digam-me lá meninos, se vocês acham mesmo que fazem lindas figuras... porque para mim, "cota mais velha", vocês ainda ontem andavam de bicicleta com três rodas e nota-se nas vossas atitudes). Olhem, eu levei a vulgar "porrada dos pais" e ainda aqui estou. Não sou uma jovem traumatizada e apesar de ter sofrido o sindrome de qualquer adolescente mais "normal" de que "escola para quê?" os castigos não me fizeram mal nenhum.
Ainda à uns anos atrás reclamava-se que os professores eram severos. Batiam com chibatas, e os filhos tinham medo dos pais. Hoje são palhaços. E os pais são criadores de circo, a tratarem das feras como se fossem elas a comandar a vida deles e não o contrário. Vamos ter uma bela geração de idiotas, é o que eu digo.
Talvez eu seja da geração em extinção...
Daquela que fazia merda, era castigada, continuava a fazer merda, mas aprendia que na vida não é aquilo que queremos mas é aquilo que temos que conta.
Por isso...
Toma lá o telemovel, pita.
Diverte-te.
domingo, 23 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
Empurrão
Esta posta vai-se basear em informações que podem estar incorrectas devido ao mau estado em que o meu cérebro se encontra nos últimos tempos. Considerem-se avisados.
Aquando das últimas cheias, foi notório, como sempre nestas alturas, o péssimo estado em que as nossas cidades estão em termos de manutenção e limpeza dos esgotos, facto que ajudou em muito ao que aconteceu. Mas não é por isso que vou falar. Só venho partilhar a minha admiração acerca de um facto que se tornou evidente com estas chuvas intensas e cheias. Um conjunto de casas em Odivelas, que se encontram numa encosta vão ser demolidas porque representam um enorme perigo para as pessoas que lá moram como também para as outras habitações nas imediações. Até aí tudo bem. Ou tudo mal. O engraçado é reparar que as ditas habitações estão ilegais há mais de 10 anos. 10 anos. Alguém constrói uma casa ilegalmente num sítio de potencial risco para as pessoas e... só 10 anos depois é que alguém faz alguma coisa. E faz-me lembrar um padrão que acaba por se revelar dolorosamente verdadeiro e que serve para definir todos nós que habitamos por este país. Nós só funcionamos por empurrão. Todos nós, em todas as áreas. As leis são alteradas quando morre alguém, as vistorias às pontes são feitas quando alguma cai, tenta-se (e muita força na palavra tenta-se porque ainda não está nada decidido) impedir que os políticos possam ter dois cargos simultâneos quando se fala de tráfico de influências, compadrios e lobbies. Até na porcaria do futebol! O Benfica só começa a jogar para ganhar depois de estar a perder.
Outro caso ridículo é da queima de droga apreendida pela Polícia Judiciária. 20 toneladas. O mais ridículo é saber que estas 20 toneladas estavam para ser queimadas há muito tempo. Anos. E que não o foram por burocracias. Foi preciso sair a notícia de que as apreensões de droga desceram brutalmente no ano de 2007 porque a polícia simplesmente não tinha onde guardar a droga apreendida. Dá que pensar não dá?
Nós somos o país dos coitadinhos onde tudo funciona ao contrário e onde se age quando a merda se torna óbvia demais. Sempre foi assim e (pelos vistos) sempre será. Mas não deixará de me fazer confusão.
Aquando das últimas cheias, foi notório, como sempre nestas alturas, o péssimo estado em que as nossas cidades estão em termos de manutenção e limpeza dos esgotos, facto que ajudou em muito ao que aconteceu. Mas não é por isso que vou falar. Só venho partilhar a minha admiração acerca de um facto que se tornou evidente com estas chuvas intensas e cheias. Um conjunto de casas em Odivelas, que se encontram numa encosta vão ser demolidas porque representam um enorme perigo para as pessoas que lá moram como também para as outras habitações nas imediações. Até aí tudo bem. Ou tudo mal. O engraçado é reparar que as ditas habitações estão ilegais há mais de 10 anos. 10 anos. Alguém constrói uma casa ilegalmente num sítio de potencial risco para as pessoas e... só 10 anos depois é que alguém faz alguma coisa. E faz-me lembrar um padrão que acaba por se revelar dolorosamente verdadeiro e que serve para definir todos nós que habitamos por este país. Nós só funcionamos por empurrão. Todos nós, em todas as áreas. As leis são alteradas quando morre alguém, as vistorias às pontes são feitas quando alguma cai, tenta-se (e muita força na palavra tenta-se porque ainda não está nada decidido) impedir que os políticos possam ter dois cargos simultâneos quando se fala de tráfico de influências, compadrios e lobbies. Até na porcaria do futebol! O Benfica só começa a jogar para ganhar depois de estar a perder.
Outro caso ridículo é da queima de droga apreendida pela Polícia Judiciária. 20 toneladas. O mais ridículo é saber que estas 20 toneladas estavam para ser queimadas há muito tempo. Anos. E que não o foram por burocracias. Foi preciso sair a notícia de que as apreensões de droga desceram brutalmente no ano de 2007 porque a polícia simplesmente não tinha onde guardar a droga apreendida. Dá que pensar não dá?
Nós somos o país dos coitadinhos onde tudo funciona ao contrário e onde se age quando a merda se torna óbvia demais. Sempre foi assim e (pelos vistos) sempre será. Mas não deixará de me fazer confusão.
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