terça-feira, 10 de maio de 2011

Ahhh Sócrates. Votar em ti, ou não votar em ti...eis a questão.

Acabaram de me convidar no Facebook para um grupo chamado “POR FAVOR NÃO VOTEM NO SÓCRATES”.

Bem a minha relação com o senhor primeiro ministro não é seguramente muito amistosa. O governo PS foi mau, ele foi mau em muita coisa, foi arrogante, mentiroso, e existe possibilidade de estar envolvido em actos criminosos.
Apesar disso recusei imediatamente entrar no grupo. Porque? Numa palavra acho uma ideia imbecil.

Sócrates tem TUDO para ter toda a gente contra ele. Mesmo tudo, tem tudo para que eu o odeie. Mas não sou capaz, porquê?

A oposição, em particular o PSD é de uma cretinice, as ideias são idiotas, os protagonistas não lhes ficam atrás.

Contratos verbais, aumento do IVA, que depois já não é aumento é passar produtos de um escalão para o outro, é perder na reforma quando se faz a malandragem de estar desempregado.

O senhor Miguel Relvas que diz que votar noutros partidos é “desperdiçar o voto”, parece um caniche a vir rosnar sempre que o Primeiro Ministro fala, e parece que fica excitado cada vez que diz que o primeiro ministro fala com luvas de boxe calçadas. Agora usam outra “terrorismo político”.

Podia falar aqui de tanta coisa imbecil que estes senhores fizeram, mas o mais ridículo de tudo é que por muito mau que o Sócrates seja, estes tipos são tão piores que de repente até o Sócrates não parece assim tão mau.

É como ter uma grande dor de barriga, é mau e uma pessoa só quer aliviar os intestinos. No entanto quando comparado uma tortura oriental a coisa nem parece tão chata.

Isto já para não falar que desde que me lembro como gente sempre se falou em problemas com divida, défice etc. etc. …e eu não tenho 6 anos. Têm a lata de dizer que a culpa é só dele?

Eu provavelmente não vou votar no Sócrates, mas o que me tira do sério em relação a grupos como este é que provavelmente muita daquela gente está com uma ânsia tão grande de se livrar dele que muito certamente se vão meter numa situação pior.
Isso e a vontade de ser do contra talvez, ou então o facto de não apreciar que me digam em quem devo ou não votar.