Não pretendo ocupar muito do vosso tempo com isto, até porque o povo português já deve estar cansado de todos os dias ser bombardeados de notícias sobre política, mas em modo expresso pode ser que a cena se torne mais suportável. É simples, uma simples pergunta:
Já olharam para a nossa classe política, para os nossos gestores e não sentiram arrepios de frio por sentir que não passamos de peões cujo maior dom é votar e descontar para impostos?
Com esta saga toda do Paulinho das feiras, é impossível que alguém não tenha sentido isso. A coligação amua, o país cai a pique, todos os sacrifícios feitos postos em causa de um dia para o outro, isto tudo para quê? Para que exista uma nova repartição de poder entre os dois partidos de governo. Não querendo personalizar, apesar da ambição que é reconhecida a Paulo Portas, a verdade é que este é o comportamento típico do político/gestor português, brincar com dinheiro e vida dos outros e nunca ser responsabilizado. Porque não criar um modelo de avaliação para ministros/gestores tal como foi criado para os professores? Porque é que não são punidos como o resto do mundo pela sua fraca prestação.
Eu tenho uma breve ideia, talvez seja um pouco demagoga, mas mesmo assim, acho que vem de encontro ao factor expresso que mencionei.
Os políticos e gestores deste país não são punidos pelos seus erros de gestão, porque custa a acreditar que pessoas tão bem sucedidas, com carros, casas, apartamentos, filhos em colégios privados, férias no estrangeiro, e mais uma série de coisas que a grande maioria dos portugueses apenas sonha, possam ter responsabilidade no que diz respeito a gestão danosa. Com vidas privadas tão recheadas de sucesso, quem é que pode acreditar que no trabalho eles sejam tão medíocres. Deverá ser azar.
E é azar. Azar do português por ter de suportar com tantos iluminados que o deixam às escuras.
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