O Tempo passa a correr, num ápice. Cada vez mais, muito graças às nossas vidas, cheias de compromissos inadiáveis e projectos e responsabilidades. Longe vão os tempos em que se olhava para o relógio e para o calendário e se ansiava por horas e datas respectivas. Agora concentramos-nos naquilo que temos a fazer e quando damos conta é verão. Passados uns segundos, é Natal outra vez.
Vamos parar o tempo, só por uns breves momentos.
O objectivo deste blog sempre foi e, em princípio, sempre será o de descarregar a bílis, como diria a minha querida companheira de descargas filosóficas. Não pretendemos mudar o mundo, nem tão pouco assumir-nos como salvadores da pátria, portadores da luz e do conhecimento.
Nada disso.
Apenas somos seres humanos, simples, com um feitio tramado. Por outras palavras, temos dificuldades em aturar merdas e o facto de muitas das vezes termos de as aturar, provoca-nos automaticamente a diminuição da tolerância e principalmente paciência. Juntar-se a essa necessidade de descarregar a bílis, vem também a necessidade de ver as coisas de forma irónica. Porque a vida é feita de ironias e quanto mais estivermos embrenhados na sociedade, mais depressa nos apercebemos disso.
O nosso objectivo pode ser facilmente mal-entendido como um simples blog de queixume - e obrigado à Maggie pelo seu precioso comentário e participação - e poderá não estar muito longe dessa realidade porque está na natureza do português se queixar. Queixar de tudo e de todos. Quando não chove, queixar-se da seca e pedir subsídios ao governo. Quando chove, queixar-se das cheias e pedir subsídios ao governo. Quando a vida corre mal, queixar-nos que os governos não nos dão subsídios. Ou que dão poucos. Ou que dão muitos. Nada está bom para nós, portugueses. Se o ser humano é imperfeito por natureza e nunca está satisfeito então eu diria que nós somos mais humanos que todos os outros. E preguiçosos.
E aqui assumo-me como português no seu pior. Gosto de me queixar mas sou preguiçoso na maior parte das vezes para me mexer. Activismo não é mesmo o meu forte, até porque eu gosto de observar à distância, muito à distância e tenho a tendência para guardar as minhas opiniões para mim próprio, mas tenho vindo a descobrir aos poucos o prazer destas descargas de material tóxico e descarregar através do uso da ironia e sarcasmo.
Mas mesmo assim, mesmo estando perto do queixume, não é esse o objectivo deste canto, nem sequer o da investigação altruísta, de mostrar as injustiças deste mundo. Mas simplesmente colocar (ou tentar) a nu o ridículo de situações que estão ao alcance de todos mas que nem todos reparam perante a massificação de telenovelas, futebol e programas de cantorias e dança. Ou porque não se querem preocupar. Recuperar a velha tradição portuguesa da má língua, da sátira ancestral que serviu para criticar o incriticável.
E neste ano que agora começa, continuamos com muito material para dissecar. Desde a promiscuidade do poder político com o poder económico, dos seus interesses pela estagnação do movimento ambiental, da hipocrisia, do cinismo. O ano mudou, mas continuamos todos humanos e continua tudo na mesma. Da nossa parte, hà sempre a esperança que não tenhamos assunto, ingénua é certo, mas sempre sincera porque por muito mau feitio que tenhamos continuamos a querer o que todas as misses dizem querer, paz no mundo e o fim da fome e da guerra.
Até esse futuro mais ou menos próximo, mais ou menos distante... Até lá... estaremos por aqui a dar vazão a todo ao nosso ácido gástrico, com a seriedade e leviandade popria de quem não está para aturar merdas mas que acaba sempre por as aturar.
Vamos parar o tempo, só por uns breves momentos.
O objectivo deste blog sempre foi e, em princípio, sempre será o de descarregar a bílis, como diria a minha querida companheira de descargas filosóficas. Não pretendemos mudar o mundo, nem tão pouco assumir-nos como salvadores da pátria, portadores da luz e do conhecimento.
Nada disso.
Apenas somos seres humanos, simples, com um feitio tramado. Por outras palavras, temos dificuldades em aturar merdas e o facto de muitas das vezes termos de as aturar, provoca-nos automaticamente a diminuição da tolerância e principalmente paciência. Juntar-se a essa necessidade de descarregar a bílis, vem também a necessidade de ver as coisas de forma irónica. Porque a vida é feita de ironias e quanto mais estivermos embrenhados na sociedade, mais depressa nos apercebemos disso.
O nosso objectivo pode ser facilmente mal-entendido como um simples blog de queixume - e obrigado à Maggie pelo seu precioso comentário e participação - e poderá não estar muito longe dessa realidade porque está na natureza do português se queixar. Queixar de tudo e de todos. Quando não chove, queixar-se da seca e pedir subsídios ao governo. Quando chove, queixar-se das cheias e pedir subsídios ao governo. Quando a vida corre mal, queixar-nos que os governos não nos dão subsídios. Ou que dão poucos. Ou que dão muitos. Nada está bom para nós, portugueses. Se o ser humano é imperfeito por natureza e nunca está satisfeito então eu diria que nós somos mais humanos que todos os outros. E preguiçosos.
E aqui assumo-me como português no seu pior. Gosto de me queixar mas sou preguiçoso na maior parte das vezes para me mexer. Activismo não é mesmo o meu forte, até porque eu gosto de observar à distância, muito à distância e tenho a tendência para guardar as minhas opiniões para mim próprio, mas tenho vindo a descobrir aos poucos o prazer destas descargas de material tóxico e descarregar através do uso da ironia e sarcasmo.
Mas mesmo assim, mesmo estando perto do queixume, não é esse o objectivo deste canto, nem sequer o da investigação altruísta, de mostrar as injustiças deste mundo. Mas simplesmente colocar (ou tentar) a nu o ridículo de situações que estão ao alcance de todos mas que nem todos reparam perante a massificação de telenovelas, futebol e programas de cantorias e dança. Ou porque não se querem preocupar. Recuperar a velha tradição portuguesa da má língua, da sátira ancestral que serviu para criticar o incriticável.
E neste ano que agora começa, continuamos com muito material para dissecar. Desde a promiscuidade do poder político com o poder económico, dos seus interesses pela estagnação do movimento ambiental, da hipocrisia, do cinismo. O ano mudou, mas continuamos todos humanos e continua tudo na mesma. Da nossa parte, hà sempre a esperança que não tenhamos assunto, ingénua é certo, mas sempre sincera porque por muito mau feitio que tenhamos continuamos a querer o que todas as misses dizem querer, paz no mundo e o fim da fome e da guerra.
Até esse futuro mais ou menos próximo, mais ou menos distante... Até lá... estaremos por aqui a dar vazão a todo ao nosso ácido gástrico, com a seriedade e leviandade popria de quem não está para aturar merdas mas que acaba sempre por as aturar.
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