A crise que se vive em Portugal é notória. Não interessa se a Selecção foi roubada e perdemos a oportunidade de vencer (ou não) os nosso companheiros de peninsula, se a Mariza foi convidada para fazer a nova edicção do Metro, ou os nossos alunos são passados como gado por entre portas graças às maravilhosas boas politicas de passar-tudo-o-que-mexe para não dar prezuijo ao estado.
Nós estamos sem emprego.
Sem trabalho.
Sem coisa nenhuma.
Todas as noticias que se vêem por ai a fora, todas e sem excepção falam dos endividamentos familiares, das contas que aumentam em sentido negativo, dos postos de trabalho que fecham. Mas continuamos a formar licenciados, como eu, que ouvem nas faculdades "Vão para fora, aqui não há nada para vocês, só o desemprego".
No outro dia precisei de fazer um trabalho de campo e fui a uma conceituada empresa da minha area de estudo. A primeira coisa que me souberam dizer foi "Isto está muito dificil". Dificil?! Dificil é viver com a constante ameaça que todos nós vamos trabalhar em call centers quando andamos a queimar pestanas e a torrar dinheiro para conseguirmos o nosso curso, para depois andar a servir às mesas ou a lavar chão.
Não me interpretem mal. Não tenho nada contra os varredores de ruas, as senhoras da limpeza ou os empregados de balcão (que cada vez mais falam brasileiro e são mal educados em vez de usarem o nosso português). São todos trabalhos honestos. Mas eu não fiz os sacrificios que fiz para me virem dizer que tenho de fazer mais um e ir para fora de vez, porque cá em Portugal "não há".
O assustador não é na minha area não haver, se bem que a minha não é muito má, experimentem tirar um curso de professor. O mais assustador é que não HÁ para ninguém. Os anuncios para cursos profissionais aumentam a olhos vistos. Vamos todos tornar-nos formadores? Então e para onde se empregam os formandos? As posições para call center estão sempre a renovar pessoal (realmente há quem goste daquilo... não é o meu caso), até para call centers de vendas!
Meus senhores, não há dinheiro! Não há dinheiro porque NÃO HÁ TRABALHO! E o que faz o governo? Nada. Mas os culpados também somos nós, que os metemos lá em cima repetidas vezes, sempre com a mania que realmente podemos ter poder sobre as coisas.
Estamos na cauda da Europa. Que se lixe a Europa, e a União Europeia! Eu quero é saber porquê que eu só oiço falar em fechos, despedimentos, endividamentos e não oiço falar em fabricas que abrem, postos de trabalho que se criam, investimentos que se fazem. Por falar em investimentos, será que o Bill Gates tem noção donde está a pôr a empresa dele agora com a nova abertura do polo em Braga da Microsoft? Ou ele realmente gosta de paises de terceiro mundo armados em primeiro...
Sim, porque para sermos de terceiro mundo só nos falta mesmo as doenças epidémicas. A miséria, essa, já a temos.
Deixem-nos trabalhar. Não foi o que o nosso excelentissimo Presidente disse um dia?
Então trabalhe e faça alguma coisa por este país e está a ir suavemente pelo cano a baixo, mas com estilo!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
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1 comentário:
Somos todos dispensáveis
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