sábado, 26 de setembro de 2009

A um dia de eleições

Ora bons dias a quem lê isto.

Já à muito tempo que eu não vinha dar uso a este meu cantinho de descarregar bilis, mas não por falta de assunto, pois Portugal, meus deuses, está cheio de bons assuntos, todos para dissecar o figado dos mais distraidos!

Senão vejamos:

Amanhã vota-se. É verdade! Todas as pessoas sabem disso? Que amanhã se vota? Não? Deviam. Está por todo o lado, no metro, no comboio, e com as campanhas politicas actuais também devia estar em todas as casas de banho do pais! "Rolos de papel higiénico com campanhas eleitorais, limpe o cú às palavras mais sem significado" (tenham é cuidado que pode arranjar hemorroidas).

Agora porquê toda esta minha revolta? Muito simples, para além do facto de eu odiar politica e politicos e mesmo assim excercer o meu direito de voto (sim, eu voto e continuarei a votar!), olhem bem para quem temos este ano como candidatos de centro: Manuela Ferreira Leite, a ex-ministra das Santas Asneiras e o José Socrates, que já lá esteve, já passou, já fez a sua caquinha.

Boa!

Nada como andar para trás, como os caranguejos!
A seguir vamos ressucitar todos os politicos corruptos, porque se os que fazem porcaria voltam a candidatar-se sem consequências, os que roubam também deviam poder fazê-lo com a maior das calmas.

Afinal o povo português é muito brando (ou muito estupido a meu ver, sempre a comer a mesma erva mastigada).

Mas o que torna ainda a situação pior é... o discurso eleitoral. Eu senti-me de volta à primária, com a guerra dos tomates! Ora atiras tu, ora atiro eu. Todos sabemos que os politicos adoram atacar-se, é certo, é como um mais um serem dois, mas esta campanha foi um voltar à infância, de tanta parvoice. Houve de tudo como golpes publicitários e conquistar a simpatia do povo. Houve tantos que nem os acompanhei de perto. Desisti com a cena da TVI. Então onde é que ficou o que vamos fazer pelo povo, que valha a pena ser votado?

Uns prometem voltar para trás em tudo.
Outros prometem plutão para os portugueses irem viver.

Raios os partam, que nós estamos mal, mas eles ainda nos querem por pior.

Mas sabem o que realmente me mete doente?

Mesmo doente?

É que os portugueses, mais uma vez, só vão votar PS ou PSD. Mais uma vez, vão votar na porcaria que já lá esteve, porque talvez seja mais confortavel (nunca se sabe quando compramos um papel higiénico novo se o nosso rabinho se vai queixar não é verdade?). Mais uma vez vamos ruminar a mesma erva regurgitada, com esperança que "nas proximas eleições é que é! Vai aparecer alguém diferente!"

Eu não gosto dos americanos mas vejo-me na posição de dizer : onde anda o nosso Obama?




Façam um favor a vocês próprios amanhã: votem de maneira diferente. Votem no partido menos lógico. Sejam e marquem a diferença neste Portugal politicamente apodrecido.

Satirica


PS (LOL): Eu vou abrir, como administradora do blogue, a possibilidade de quem quiser comentar. Fica aqui o aviso que a primeira critica a um dos autores deste espaço, o comentário é apagado e se continuar, os comentários voltam a ser encerrados.

Obrigado

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Não Me Interessa

Não me interessa a vida dos outros, não me interessa quando os outros morrem, não me interessam as notícias em geral e as tuas em particular. Não me interessa saber o último grito, sussurro, moda, modalidade, funcionalidade, anormalidade. Não me interessam os políticos, nem como me tentam foder mesmo sem me conhecer. Não me interessam os amigos que me tentam foder por me conhecerem. Não me interessa a amizade no geral porque ela apenas existe para que aprendamos a ser hipócritas a dizer aquilo que o amigo quer ouvir. Não me interessa a amizade em particular porque ela apenas me faz sentir só por tratar todos os amigos com indiferença para que eles não me tratem a mim com indiferença. Não me interessa o amor porque não tenho coração. Não me interessa o coração porque existem não dadores compatíveis. Não me interessa sentir porque sentir é o código postal para a dor e não me interessa a dor porque ela é viciante. Não me interessa o vício porque ele me adormece. Não me interessa a dormência, porque estou dormente desde que nasci e não tive nada de positivo com isso. Não me interessa o que é positivo porque vejo tudo negativo. Não me interessa o negativo porque estou farto dele. Não me interessa fartar porque me dá falta de ar. Não me interessa o ar porque não quero respirar. Não me interessam as contradições porque elas andam à minha volta e não me largam. Não me interessa lutar porque quanto mais luto mais me fazem afundar nas areias movediças.

Areias que circulam, evoluem, crescem, prendem-me ao chão, engolem-me e quanto mais fecho os olhos mais eles se abrem. Uma violação contra a qual não posso fazer nada.

Não me interessa a sociedade porque estou farto de pessoas que querem ser outras pessoas para serem aceites por pessoas que não são elas próprias, apenas um ideal estereotipado e vazio. Não me interessam as pessoas porque elas não sabem o querem e querem o aquilo não podem ter, quando o têm, querem outra coisa qualquer. Não me interessa o ter porque quanto mais tenho mais quero ter, quanto mais quero ter mais me sinto humano. Não me interessa a humanidade, porque esta é vã, vazia e cega. Não me interessa ver porque a única coisa que vejo é aquilo que me canso de ver. Não me interessa o cansaço porque me lembra que tenho de parar para descansar. Não interessa parar porque quero ir mais longe, quero quebrar com tudo o que é convencional, para quebrar comigo porque eu não interesso. Não me interessam os números porque sou apenas mais um, não me interessam as letras porque ninguêm as lê. Não me interessa andar porque este mundo anda rápido demais para alguém o apanhar. Não me interessa o mundo porque ele não interessa a ninguém. Não me interessa ninguém porque alguém que interesse é alguém que não existe. Não me interessa existir porque a existência é sobrevalorizada principalmente por aqueles que vivem. Não me interessa ser porque neste mundo é melhor parecr do que ser. Não me interessa parecer porque não tenho paciência para a imagem. Não me interessa a imagem porque vejo tudo a cinzento.

Enquanto sou martelado, enquanto sou violado, tento ver outras cores, outras coisas, algo que me leve longe daquele momento infindável que se arrasta sobre mim como um rolo compressor. E na expansão da dor e da revolta de estar preso no meio de tal antro de atrocidades que é a minha pessoa, acabo por encontrar um sorriso inesperado que me diz:

"Que se foda, não me interessa!"

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dias Maus

Sabem aqueles dias em que não têm paciência para nada e que todos insistem em trazer-vos más notícias ou simplesmente a melgar-vos o juízo. Nesses dias acaba-se sempre por dizer algo que não se quer, acaba-se por fazer algo que não se queria fazer. Um gesto mais ríspido, uma voz mais alta. E depois a incapacidade de pedir desculpa e admitir que se estava errado em descarregar em quem não merecia também nem sempre está presente. Felizmente nem sempre estamos assim. Acumulação de cansaço, stress, sucessão de acontecimentos infelizes ou simplesmente... tudo junto. Pode acontecer a qualquer um. São dias que marcam a diferença pela negativa e por, felizmente, não serem constantes.

Agora imaginem uma pessoa que torna esses dias uma constante sempre que estão presentes. Capazes de invocar toda a raça de sentimentos negativos que hajam e de fazer com que eles perdurem por muito tempo, bem além da presença dessa mesma pessoa. Será que esse tipo de pessoas, carregadas de negativismo, pessimismo, má-educação, falta de inteligência e senso, têm dias assim? Eu gostava de saber se uma pessoa negativa, uma pessoa que troça com o mau estar de pessoas alheias, que aponta as suas falhas como se não as cometesse, se essa pessoa sente alguma vez que são inconvenientes, que não têm maneiras, etc. Sei que se isso acontecer, a pessoa nunca vai se ver ao espelho e ver-se do outro lado. Nunca há um outro lado, só há o daquela pessoa. Nunca há outra visão, nunca há outra opinião, nunca há outra maneira de agir, pensar e falar. Apenas uma.

"Uma que não vale um ca..."

E depois pensamos... não, não irei descer ao nível, vou passar por cima disso, eu sou melhor que isso, não irei deixar que me afecte. Não vale a pena. É quase uma tarefa impossível, mas tentamos e acreditamos nisso. Queremos acreditar. Temos que acreditar! Tanta mesquinhez não pode ser alimentada, temos que ser superiores à imbecilidade daqueles que são pobres de espírito. Fechar os olhos e pensar no nosso lugar feliz. Estamos lá, respiramos fundo. E a coisa passa.
Até que nos apanham num dia mau e cadeiras voam, num sentido apenas.

Infelizmente isto é no sentido figurado, mas deixo aqui a minha queixa em relação ao facto de ser boa pessoa (dentro de certos limites) porque embora saiba que (qualquer forma) violência não resolve nada, mas iria saber muito, mas muito bem.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Gripe A(bsurda)

Todo este histerismo pandémico acerca da gripe A não vos cheira a manipulação de massas? Daquelas aldrabices que os americanos estúpidos adoram engolir e depois vendem aos idiotas europeus que as compram sem hesitar. É que a mim cheira pior que a carcaça do Michael Jackson.
Ora senão vejamos... temos a gripe das aves (H5N1) que matou uns quantos, e sobre a qual foi dito que ia ser investigada para se encontrar uma vacina. Em vez da vacina, tivemos descobertas de como funcionava realmente a gripe espanhola, que arrasou cerca de 50 milhões de pessoas entre 1918 e 1919. Coincidências das coincidências... temos a gripe dos porcos (H1N1) que não é mais que uma tentativa de recriar essa mesma gripe que eles "investigaram". A agência Reuters noticiou que a gripe A contém traços de ADN de virus de aves, suínos e humanos e altas personalidades do CDC (Center Disease Control), que incentivaram essa mesma pesquisa, acabaram por estar ligados a uma empresa farmacéutica que por acaso, por acaso... mas mesmo num tiro no escuro, num acesso de coincidência do destino... tinham milhares de vacinas para escoar para o mercado graças ao processo rápido de aprovação do CDC. Isto é que é eficiência. Faz-me lembrar ministros adjudicarem obras sem concurso público a empresas que por coincidência vão gerir depois de saírem do governo.
E fico triste porque pensava que este esquema era exclusivo português.
Bem, voltando e para finalizar o absurdo de tudo isto... os primeiros comentários de médicos foram no sentido que um vírus do estilo nunca havia sido detectado antes e que parecia mesmo com algo que tivesse sido criado num laboratório.

A piéce de resistance... nenhum dos infectados esteve em contacto com porcos.

Agora... que estamos todos esclarecidos... podemos passar ao futebol?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Wacko Jacko

Rais parta a aberração do Michael Jackson. Andava por aí aos caídos, o último álbum dele não vendeu um caralho, escândalos com pedofilia, dívidas a meio mundo e a única coisa que precisava de fazer para ficar na mó de cima outra vez era... morrer.

Idolatrar o génio de uma crinaça talentosa, a obra e o talento de um dos mais geniais e inventivos dançarinos do século passado e um talentoso compositor tudo bem. Idolatrar o homem que nasceu depois disso, é patético. Alguém que se afastou da realidade, que alimentava a imprensa com histórias falsas a seu respeito, tinha birras que lhe custaram a amizade de grande parte daqueles que considerava amigos e foi-se debilitando tanto fisicamente como mentalmente com o passar dos anos.
Por muito que goste da fantasia, e de inclusivé de algumas coisas da sua autoria, não consigo gostar tanto quando a fantasia é tão longe da realidade. Por muita fantasia que um autor (seja que de obra de arte se trate) crie, a sua personalidade irá sempre reflectir-se no que faz. Neste caso, não consigo ver ou sequer sentir isso.
Este chinfrim todo acerca da sua morte é desnecessário e só prova que as pessoas precisam de ilusão, que a sua vida é vazia ou frágil demais sem os (falsos) ídolos que criaram para si, alicerces da sua própria personalidade.
Para ele, garanto-vos que agora não há dor. Sintam-se feliz por isso e enterrem lá o homem de uma vez. Já começa a cheirar mal.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Diary Of Dreams

Não há pachorra para o gótico. Estou a cagar-me para a moda, estou a cagar-me para a estética, estou a cagar-me para as pesssoas estou a cagar-me para tudo. Cada vez mais. A intolerância que tenho dentro de mim está a crescer cada vez mais, principalmente com o gótico. Encontrei um novo sinónimo para a tendência:

Pretencionismo

Pensem bem. Eles são os mais pretos na roupa, os mais brancos na pele, os mais miseráveis, os mais sofredores, os mais suicidas, os mais românticos, os melhores poetas, etc, etc, etc, etc.
E é ainda mais perfeito quando pensarmos que é uma moda idiota que atrai outros idiotas na maior parte das vezes é passageira. Quando não o é, os idiotas ainda são maiores.
Porque esses... esses querem mesmo ser idiotas.
Não nego os pontos de interesse da vertente. Alguns filmes giros, algumas boas bandas, mas como tudo na vida, o que é demais é demais. E é demais por uma simples razão. Não é verdadeiro. Naqueles em que a coisa passa, é apenas um sinal que encontraram aquilo que procuravam, seja amor, companheirismo ou apenas companhia para não sentirem o vazio na sua vida. Aqueles que o abraçam completamente são piores, porque não se importam que a sua vida seja vazia. Aliás só pensam que a sua vida não é vazia devido a essa vertente da cultura popular. O que só por si, diz que eles são os maiores idiotas de todos.
Desejam ser diferentes, queixam-se de serem postos de parte por serem diferentes e no entanto... poêm de parte todos os que são diferentes deles próprios. Não passam apenas de uma imitação patética da sociedade que tanto se tentam afastar.

Sim, sim, sou paranóico obcessivo mas isto é o que me surge cada vez que ouço Diary Of Dreams. Felizmente, é uma coisa que não ouço muitas vezes.



sábado, 9 de maio de 2009

Apontar Dedos

Estou completamente fodido. Não se trata apenas de uma indisposição ligeira. É toneladas de merda acumuladas prestes a voar em todas as direcções e não quero ir por aí. Não quero mesmo. Sei o quão injusto posso ser quando isso acontecer, felizmente (ou infelizmente) apenas uma ou duas pessoas tiveram contacto com o fogo difícil de apagar da minha ira. Não é justo que os transeuntes inocentes levem com balas perdidas de tiroteios idiotas. E é o que acaba por ser mesmo quando se tem muita razão. Tiroteios idiotas. Porque não resolvem nada, não provam nada. Nada é realmente a única palavra que os define. Nada e o vazio.
Isto tudo para dizer algo muito simples. Estou farto queixumes. Estou farto de ouvir lamentos em que o governo nos fode, em que os americanos nos fodem, em que Cristo, Maomé, Bin Laden e os Cruzados nos foderam e fazem com que sejamos fodidos. Eu só gostava que de uma vez por todas as pessoas entendessem uma coisa de uma vez por todas:

Nós viemos a este mundo para ser fodidos!

Entendam isso de uma vez por todas! É uma merda de uma selva lá fora, comer ou ser comido. Não estou a dizer que devemos ser ainda mais individualistas do que já somos, de nos tornarmos mais frios do que estamos a nos tornar. Apenas que estamos cá para sofrer até morrer e sobretudo viver com isso. Viver pessoal! Enquanto estão tão amargurados na merda que a vossa vida se tornou, não se esqueçam que a vida é vossa. A merda é vossa. Não culpem o governo corrupto que temos, não culpem a democracia com as vossas merdas que no tempo do Salazar é que era, não culpem os bandidos brancos, pretos, ciganos, de leste que vos assaltam ou que vos roubam o emprego enquanto vocês nem sequer têm direito ao fundo de desemprego depois de uma vida de trabalho.
Não culpem os outros, caralho!
Culpem-se a vocês mesmo, culpem os vossos erros. Enfrentem-nos, vivam com eles. Aprendam alguma coisa na puta da vossa vida para não terem de andar sempre em círculos. Não estão farto disso? Pois eu estou, sobretudo farto de vos ouvir a choramingar em como são azarados. Todos são azarados, porque está cá neste mundo. Claro que meia dúzia nasce de cu virado para a lua e vive a cagar para todos os restantes, mas esses caralhos também as vão amargar, mais cedo ou mais tarde. Olhem para a vossa figura no espelho e percebam que não adianta andar a apontar dedos à vossa volta, a fazerem-se de vítimas em como o governo liquidou a vossa empresa, em como a Comunidade Europeia, o aquecimento global e as seguradoras vos fodeu a agricultura e pescas e não lhes deram os subsídios para vos ajudar. Não há ajudas! Nao há nada! Só o vazio da vossa vida patética em que quando não lhes dão tudo de mão beijada, usam todos os bodes expiatórios que encontram para que alguém vos passe a mão pelo pêlo! Se não conseguem aguentar a merda que fizeram, peçam ajuda daqueles que vos amam, para conseguirem viver com vocÊs próprios, para conseguirem continuar a olharem-se ao espelho. Qualquer coisa, menos apontar as culpas para tudo o que vos rodeiam. Garanto-vos, serão miseráveis se assim o fizerem. Arrependam-se para que possam aprender com o vosso erro, peçam apoio para passar por cima desse erro, para tentar minimizá-lo. Para seguir em frente.
Sigam em frente... e tentem viver com o que têm, com o que são. Em paz.