domingo, 24 de julho de 2011

O Mundo Em Que Vivemos

Já repararam?

Crise económica, convulsões sociais, revoltas. É inegável que o mundo em que vivemos está em profunda transformação. Não só a sociedade mas como também o mundo físico. Tempestades, cheias no Verão, seca no Inverno. É o tempo propício para as profecias, para o 2012, para as novas eras, para a crença generalizada que isto tudo vai-se danar e voltamo-nos para o Apocalipse, as Revelações, para os Maias, para os Evangélicos, para a Segunda Vinda, para Nostrodamus, ou os muitos nossos Bandarra e Agostinho da Silva, para todos aqueles que milhares, centenas ou dezenas de anos atrás previram que a evolução do ser humano iriam descambar, inevitavelmente, na sua destruição. Apesar de todos os avisos, de todas as descrições horrendas do fim dos dias, caminhamos orgulhosamente para esse fim. Não estou a dizer que deveríamos atirar-nos para o chão e arrepender-nos dos nossos pecados até porque se o todos o fizessemos, mais de metade o iria fazer apenas para tentar salvar a pele. Colhemos o que semeamos. Como pessoas, como raça humana. E agora é tarde demais para voltar atrás, já não há como. Apenas temos espaço para prosseguir um caminho em frente, diferente, daquele que os nossos governantes nos indicam, o caminho do sacrifício por uma economia de recursos falida, com a ilusao que daqui a uns anos estará tudo bem, quando os recursos na qual se baseiam estão no limite da extinção.

Esta conversa toda para quê?

A mudança virá, sem dúvida, talvez ela fosse inevitável pela nossa própria forma de agir/ser, ou talvez fosse apenas um ciclo que as nossas acções fizeram com que fosse antecipado. Uma coisa é certa, este modelo social/económico não resulta e está a dar as últimas porque este quadro já não tem mais espaço para ser escrito e provavelmente ou inevitavelmente, vai ter de ser apagado para se começar a escrever algo novo, com a esperança de não cometer os mesmos erros do passado. O problema é que o mundo em que vivemos não tem a memória curta, agora a espécie dominante que habita nele...

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