Se há coisa que me faz confusão é a chulice desmedida e a nova forma de cobrar aos utentes os bilhetes parece-me do mais chulo que há.
Senão vejamos.
Uma pessoa quer ir do Carregado para o Oriente, porque tá sol e estão a dar gomas no Vasco da Gama. Para tal, tem que comprar um cartãozinho (caga-o) e depois tem que carregar com a viagem que pretende (caga-o mais uma vez), que por acaso é de ida e volta. A pessoa levanta a pestana esquerda e entre pensamentos do tipo "já me foram à carteira" lá mete as moedas necessárias. Quase 5 euros depois, não se pode esquecer de retirar o talão, comprovativo da compra, e também de validar o bilhete. Já explicarei mais à frente o porquê.
Ao chegar ao local, descobre que foi enganado, e que a distribuição de gomas não é no Vasco da Gama e sim no Colombo. Vai então de Metro e pensa inocentemente para ele próprio:
"Catita, tenho este bilhete e posso carregá-lo". A máquina, estúpida, diz que o cartão não é válido e mesmo depois de gritar à frente dela "Ó vaca, esta feze é nova! Comprei meia hora atrás!" A vaca, perdão, máquina, não responde mas um inocente transeunte que por acaso ouviu o monólogo diz-lhe em tom paternal:
"Ó amigo, se esse cartão foi usado para comprar viagens da CP, não serve para o metro." - e ele diz a frase chave - "Tem que comprar outro"
Lá teve que ser, toma lá mais (quase) 2 euros (caga-o outra vez, será diarreia?) Depois de uma tarde a encher o bandulho de gomas e de outras substâncias nocivas ao dentame, eis que essa mesma pessoa resolve, já no Oriente, que na volta, em vez de ir para o Carregado, ir um pouco mais além, como Azambuja, para ir comer um frango. Ora como o bilhete já têm lá uma viagem, ele não deixa que se acrescente outra. Qual é a solução que encontra? Comprar outro cartão e pagar mais uma viagem. Ao embarcar, após validação do bilhete, lembra-se que se esqueceu dos papéis, o comprovativo em como pagou o bilhete. Na dúvida entre esperar mais uma hora ou seguir sem os papéis, acabou por decidir por se ir embarcar. Como o dia até lhe estava a correr bem, apanha o pica que tem uma certa dificuldade em fazer com que a máquina leia o cartão. Como até é fim de semana e ele está um pouco contrariado, não se está para chatear e pede pelo comprovativo.
A pessoa pensa logo "será que me vou borrar nas calças...?" e responde que saiu à pressa para apanhar o comboio e não se lembrou dos papéis. Ao que o pica responde:
- Não tem papelzinho? Então leva já no rabinho.
E toma lá uma multa (caga-o como um herói) que é os novos sistems são bons, são tão bons, tão ecológicos, tão ecológicos que precisas de andar a coleccionar papéis para comprovar que utilizaste esse sistema ultra-avançado apenas como precaução de ele falhar.
Em vez de ser a CP a a colmatar as falhas do seu sistema, essa obrigação recai sobre o utente que nunca pediu um sistema único que por acaso não dá no Metro de Lisboa nem na Fertagus, que nunca pediu cartõezinhos que são caros como a bosta e que depois de um dia na carteira, ficam inválidos. O utente não pediu modernidades que apenas servem para perder tempo e para atrapalhar todos aqueles que não andam habitualmente de comboio. Imaginemos as pessoas mais idosas que além de dificilmente não conseguirem perceber como funciona o complexo e avançado sistema, provavelmente irão gastar dinheiro inutilmente em cartões novos ao tentar validar a viagem já que a máquina deu erro após 3 passagens e como não insistiram mais, lá se tornaram mais uma vez vítimas desses meliantes da CP.
Voltemos ao nosso infeliz utente, já na Azambuja e com um frango no bucho, depois de ter gasto o equivalente a uma estadia na Serra da Estrela na passagem de ano, numa pousada de 4 estrelas, nunca saíndo da linha da Azambuja.
Por esta altura, com o rabo dorido, sem saber se é de cagar tanto dinheiro ou se de ser enrabado tantas vezes num curto espaço de tempo, acaba por decidir não gastar mais dinheiro em viagens e cartões e faz aquilo que devia ter feito desde início.
Não pagar bilhete.
Moral da história: Ao comprar cartões viva, carregar viagens e /ou validar essas mesmas viagens, andem sempre com um preservativo no bolso ou um medicamento para os problemas de intestinos. Nunca se sabe o que pode acontecer.
Senão vejamos.
Uma pessoa quer ir do Carregado para o Oriente, porque tá sol e estão a dar gomas no Vasco da Gama. Para tal, tem que comprar um cartãozinho (caga-o) e depois tem que carregar com a viagem que pretende (caga-o mais uma vez), que por acaso é de ida e volta. A pessoa levanta a pestana esquerda e entre pensamentos do tipo "já me foram à carteira" lá mete as moedas necessárias. Quase 5 euros depois, não se pode esquecer de retirar o talão, comprovativo da compra, e também de validar o bilhete. Já explicarei mais à frente o porquê.
Ao chegar ao local, descobre que foi enganado, e que a distribuição de gomas não é no Vasco da Gama e sim no Colombo. Vai então de Metro e pensa inocentemente para ele próprio:
"Catita, tenho este bilhete e posso carregá-lo". A máquina, estúpida, diz que o cartão não é válido e mesmo depois de gritar à frente dela "Ó vaca, esta feze é nova! Comprei meia hora atrás!" A vaca, perdão, máquina, não responde mas um inocente transeunte que por acaso ouviu o monólogo diz-lhe em tom paternal:
"Ó amigo, se esse cartão foi usado para comprar viagens da CP, não serve para o metro." - e ele diz a frase chave - "Tem que comprar outro"
Lá teve que ser, toma lá mais (quase) 2 euros (caga-o outra vez, será diarreia?) Depois de uma tarde a encher o bandulho de gomas e de outras substâncias nocivas ao dentame, eis que essa mesma pessoa resolve, já no Oriente, que na volta, em vez de ir para o Carregado, ir um pouco mais além, como Azambuja, para ir comer um frango. Ora como o bilhete já têm lá uma viagem, ele não deixa que se acrescente outra. Qual é a solução que encontra? Comprar outro cartão e pagar mais uma viagem. Ao embarcar, após validação do bilhete, lembra-se que se esqueceu dos papéis, o comprovativo em como pagou o bilhete. Na dúvida entre esperar mais uma hora ou seguir sem os papéis, acabou por decidir por se ir embarcar. Como o dia até lhe estava a correr bem, apanha o pica que tem uma certa dificuldade em fazer com que a máquina leia o cartão. Como até é fim de semana e ele está um pouco contrariado, não se está para chatear e pede pelo comprovativo.
A pessoa pensa logo "será que me vou borrar nas calças...?" e responde que saiu à pressa para apanhar o comboio e não se lembrou dos papéis. Ao que o pica responde:
- Não tem papelzinho? Então leva já no rabinho.
E toma lá uma multa (caga-o como um herói) que é os novos sistems são bons, são tão bons, tão ecológicos, tão ecológicos que precisas de andar a coleccionar papéis para comprovar que utilizaste esse sistema ultra-avançado apenas como precaução de ele falhar.
Em vez de ser a CP a a colmatar as falhas do seu sistema, essa obrigação recai sobre o utente que nunca pediu um sistema único que por acaso não dá no Metro de Lisboa nem na Fertagus, que nunca pediu cartõezinhos que são caros como a bosta e que depois de um dia na carteira, ficam inválidos. O utente não pediu modernidades que apenas servem para perder tempo e para atrapalhar todos aqueles que não andam habitualmente de comboio. Imaginemos as pessoas mais idosas que além de dificilmente não conseguirem perceber como funciona o complexo e avançado sistema, provavelmente irão gastar dinheiro inutilmente em cartões novos ao tentar validar a viagem já que a máquina deu erro após 3 passagens e como não insistiram mais, lá se tornaram mais uma vez vítimas desses meliantes da CP.
Voltemos ao nosso infeliz utente, já na Azambuja e com um frango no bucho, depois de ter gasto o equivalente a uma estadia na Serra da Estrela na passagem de ano, numa pousada de 4 estrelas, nunca saíndo da linha da Azambuja.
Por esta altura, com o rabo dorido, sem saber se é de cagar tanto dinheiro ou se de ser enrabado tantas vezes num curto espaço de tempo, acaba por decidir não gastar mais dinheiro em viagens e cartões e faz aquilo que devia ter feito desde início.
Não pagar bilhete.
Moral da história: Ao comprar cartões viva, carregar viagens e /ou validar essas mesmas viagens, andem sempre com um preservativo no bolso ou um medicamento para os problemas de intestinos. Nunca se sabe o que pode acontecer.
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