Sou uma pessoa bastante calma por fora. Todos dizem: "ah, o Nando é muito calmo, tem sempre muita paciência para tudo e todos".
Não é bem assim.
Dentro de mim tenho a fúria mais incontrolável à espera de uma brecha para explodir. E é por isso que tenho que ter estes blogs, para tirar de dentro de mim as coisas que estão prestes a explodir. DNão é uma terapia eficaz mas tenho que confessar que ajuda a manter o demónio controlado, embora por vezes seja complicado principalmente em certa ocasiões e situações. Semanas atrás fui a um concerto, coisa que não acontecia há já mais de um ano. Ir a concertos regularmente é como poder respirar. Embora seja alérgico a confusão, o ambiente e a música são-me necessários e foi algo bom o retorno a essas duas coisas. Como poderia dizer quem me conhece minimamente mal, o meu sítio preferido para ver concertos é cá atrás, longe da confusão e de maneira a ter visualisação completa do palco devido à minha diminuta estatura. Desta vez fui com um amigo meu que gosta de ir lá para a frente e sim, ele é um pouco mais alto do que eu. Para não ser desmancha-prazeres, acedi. Vimos Testament e Megadeth mais recuados e quando foi Judas Priest fomos lá para a frente. E pronto, aconteceu aquilo que esperava, gajos e gajas a voar, algumas pessoas a magoarem-se mas pronto, faz parte e eu estava preparado para isso. Faz parte do tal ambiente, por muito idiota que me pareça.
O que me fodeu mesmo foi estar a lutar contra a minha estatura para ver minimamente... alguma coisa e ter à frente uma quantidade estúpida de pessoal de braços levantados a tirar fotos e fazer vídeos e o pénis que os fecunde. Qual é a pancada de ir para um concerto de metal, mais ou menos clássico (Thrash e Heavy Metal), e em vez de sentir o som, de sentir as músicas, sentir a história de 3 instituições da música pesada, tirar fotografias como se se fosse da agência Reuters? É para poder dizer "Eu estive lá!"? Já não basta o que sentimos, apenas aquilo que conseguimos mostrar? Gravações manhosas de vídeo captadas por uma câmara digital, quanto tempo vai isso durar na memória de um disco rígido? Se calhar ainda menos que na memória da pessoa que as gravou. O príncipio de ir para a frente dos músicos que estão a tocar, a sua primeira linha de visualização tirar fotografias é para mim para lá de idiota. Os músicos qualquer dia começam a pensar que estão numa conferência de imprensa para falar do seu novo álbum em vez de estarem num palco para tocar. Não se admirem de eles começarem a vir de óculos escuros... por causa dos flashes.
Haja pachorra para esta gente.
Não é bem assim.
Dentro de mim tenho a fúria mais incontrolável à espera de uma brecha para explodir. E é por isso que tenho que ter estes blogs, para tirar de dentro de mim as coisas que estão prestes a explodir. DNão é uma terapia eficaz mas tenho que confessar que ajuda a manter o demónio controlado, embora por vezes seja complicado principalmente em certa ocasiões e situações. Semanas atrás fui a um concerto, coisa que não acontecia há já mais de um ano. Ir a concertos regularmente é como poder respirar. Embora seja alérgico a confusão, o ambiente e a música são-me necessários e foi algo bom o retorno a essas duas coisas. Como poderia dizer quem me conhece minimamente mal, o meu sítio preferido para ver concertos é cá atrás, longe da confusão e de maneira a ter visualisação completa do palco devido à minha diminuta estatura. Desta vez fui com um amigo meu que gosta de ir lá para a frente e sim, ele é um pouco mais alto do que eu. Para não ser desmancha-prazeres, acedi. Vimos Testament e Megadeth mais recuados e quando foi Judas Priest fomos lá para a frente. E pronto, aconteceu aquilo que esperava, gajos e gajas a voar, algumas pessoas a magoarem-se mas pronto, faz parte e eu estava preparado para isso. Faz parte do tal ambiente, por muito idiota que me pareça.
O que me fodeu mesmo foi estar a lutar contra a minha estatura para ver minimamente... alguma coisa e ter à frente uma quantidade estúpida de pessoal de braços levantados a tirar fotos e fazer vídeos e o pénis que os fecunde. Qual é a pancada de ir para um concerto de metal, mais ou menos clássico (Thrash e Heavy Metal), e em vez de sentir o som, de sentir as músicas, sentir a história de 3 instituições da música pesada, tirar fotografias como se se fosse da agência Reuters? É para poder dizer "Eu estive lá!"? Já não basta o que sentimos, apenas aquilo que conseguimos mostrar? Gravações manhosas de vídeo captadas por uma câmara digital, quanto tempo vai isso durar na memória de um disco rígido? Se calhar ainda menos que na memória da pessoa que as gravou. O príncipio de ir para a frente dos músicos que estão a tocar, a sua primeira linha de visualização tirar fotografias é para mim para lá de idiota. Os músicos qualquer dia começam a pensar que estão numa conferência de imprensa para falar do seu novo álbum em vez de estarem num palco para tocar. Não se admirem de eles começarem a vir de óculos escuros... por causa dos flashes.
Haja pachorra para esta gente.
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