Ah... nunca conheceram pseudo-intelectuais que vos fazem pensar nas origens da vida? Daqueles que comem enciclopédias ao pequeno-almoço e obram dicionários à noite? O mundo está cheio deles e nunca se sabe onde é que nos vamos cruzar com estes balões cheios de ar (para não dizer algo pior) que nos fazem desejar que a teoria de Darwin tivesse realmente correcta e eles tivessem sido eliminados por não se adaptarem ao meio ambiente onde vivem.
Saem-se com teorias que não lembrariam nem ao Papa, nem ao Einstein, e duvido muito que até o Gandhi pensasse nelas. Parecem ter sido criadas com muito esforço daí normalmente sabermos quando entrou um pseudo-intelectual na sala.
Primeiro deixem-me falar do vestuário. Normalmente ou é muito geek, blazer, polo (de preferência de marca cara), calças por cima do umbigo e não esquecer os sapatos roçados de tanto andar nas bibliotecas, ou então é algum extravagante, com um ar completamente alucinado, que tem o péssimo hábito de fumar as ervas do jardim para se inspirar para os seus magníficos textos e retiros espirituais, dos quais depois espremem o sumo (mau, ou muito muito mau, quanto mais mau melhor!) que insistem em espetar-nos com ele.
Segundo, a voz normalmente ou é um sussurro ou é algo sibilante que não nos faz ter muita a certeza que queremos ouvir o que eles estão a dizer.
Terceiro, o que é mesmo delator de um pseudo-intelectual numa sala (para além da óbvia mania de interromper tudo e todos, atirando ao ar as teorias como se fossem ovos de malabarismo) é o mau cheiro. Verdade. O mau cheiro... é que todos sabemos o que acontece quando os neurónios fritam... agora imaginem o tico e o teco fritos em banha...
Pobres neurónios...
Farta de encontrar essas excelências que proliferam como spam, resolvi perder o meu tempo a postar aqui um poema que eu adorava que todos eles lessem... se bem que duvido sequer que a mensagem principal os atingisse, tão preocupados que ficam com quadras, rimas, métricas e estruturas, com o conceito de arte... Para todos esses "artistas da inteligência", para todos esses "intelectuais de pequeno-almoço", aqui os deixo.
"Teóricos
Juro que há gente convencida, na teoria,
Que anda para ai armada em artista
A debitar palavras como se engolir enciclopédias
Fosse um grande sinal de sabedoria
A esses eu digo, “mas oh que pena!”
Que é mesmo preciso doses de paciência
Para explicar a essas criancinhas teimosas
Que o mundo não gira à volta da sua cena
Pergunto-me mesmo então
Se vale a pena falar com tal gente
Com menos inteligência que o normal
Cheio de mania e presunção
Mas ao menos dão para escrever
Umas quantas linhas, para perder tempo,
Em vez de rir directamente na cara
Desse senhor, patetinha, que cego, não quer ver.
Guarda-te no teu mundo, sossegado
Pára de chatear o resto das pessoas
Criança! És mais irritante que um palhaço
Não és nenhum pastor e nós não somos teu gado!
Por isso, shiu, silêncio! Está calado!
Vira-te para o outro lado
De costas para o canto como mereces
E fica assim, lindo como um burro amuado!"
Saem-se com teorias que não lembrariam nem ao Papa, nem ao Einstein, e duvido muito que até o Gandhi pensasse nelas. Parecem ter sido criadas com muito esforço daí normalmente sabermos quando entrou um pseudo-intelectual na sala.
Primeiro deixem-me falar do vestuário. Normalmente ou é muito geek, blazer, polo (de preferência de marca cara), calças por cima do umbigo e não esquecer os sapatos roçados de tanto andar nas bibliotecas, ou então é algum extravagante, com um ar completamente alucinado, que tem o péssimo hábito de fumar as ervas do jardim para se inspirar para os seus magníficos textos e retiros espirituais, dos quais depois espremem o sumo (mau, ou muito muito mau, quanto mais mau melhor!) que insistem em espetar-nos com ele.
Segundo, a voz normalmente ou é um sussurro ou é algo sibilante que não nos faz ter muita a certeza que queremos ouvir o que eles estão a dizer.
Terceiro, o que é mesmo delator de um pseudo-intelectual numa sala (para além da óbvia mania de interromper tudo e todos, atirando ao ar as teorias como se fossem ovos de malabarismo) é o mau cheiro. Verdade. O mau cheiro... é que todos sabemos o que acontece quando os neurónios fritam... agora imaginem o tico e o teco fritos em banha...
Pobres neurónios...
Farta de encontrar essas excelências que proliferam como spam, resolvi perder o meu tempo a postar aqui um poema que eu adorava que todos eles lessem... se bem que duvido sequer que a mensagem principal os atingisse, tão preocupados que ficam com quadras, rimas, métricas e estruturas, com o conceito de arte... Para todos esses "artistas da inteligência", para todos esses "intelectuais de pequeno-almoço", aqui os deixo.
"Teóricos
Juro que há gente convencida, na teoria,
Que anda para ai armada em artista
A debitar palavras como se engolir enciclopédias
Fosse um grande sinal de sabedoria
A esses eu digo, “mas oh que pena!”
Que é mesmo preciso doses de paciência
Para explicar a essas criancinhas teimosas
Que o mundo não gira à volta da sua cena
Pergunto-me mesmo então
Se vale a pena falar com tal gente
Com menos inteligência que o normal
Cheio de mania e presunção
Mas ao menos dão para escrever
Umas quantas linhas, para perder tempo,
Em vez de rir directamente na cara
Desse senhor, patetinha, que cego, não quer ver.
Guarda-te no teu mundo, sossegado
Pára de chatear o resto das pessoas
Criança! És mais irritante que um palhaço
Não és nenhum pastor e nós não somos teu gado!
Por isso, shiu, silêncio! Está calado!
Vira-te para o outro lado
De costas para o canto como mereces
E fica assim, lindo como um burro amuado!"
Satiria
1 comentário:
Este mundo está cheio de pragas e essa é uma delas. Se for um pseudo-intelectual gótico ainda pior XD
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